Desde o século passado, a humanidade tem investido na energia nuclear, considerada geralmente mais segura, além de efetivamente produzir menos lixo do que combustíveis fósseis. No entanto, o pouco de dejetos produzido pela exploração da energia nuclear é absurdamente perigoso, e precisa ser manuseado com muito cuidado. Caso seja jogado fora da maneira errada, pode não só gerar impactos muito negativos no ecossistema próximo, como também uma infinidade de cânceres diferentes.

Atualmente, o armazenamento do lixo nuclear é feito em enormes invólucros de cimento, mas graças ao fato de que esta sujeira demora centenas de milhares de anos, este armazenamento fica muito, muito caro… o que pode mudar graças a um estudo da Universidade Sheffield (South Yorkshire, Inglaterra).

Liderado pelo Professor Neil Hyatt, do Departamento de Engenharia e Ciência de Materiais, o estudo culminou na descoberta de uma técnica para reduzir o volume do lixo nuclear em torno de 90%, usando uma combinação dos restos do plutônio com um subproduto de aço e ferro manufaturado, que resulta em um vidro. Este vidro, por sua vez, estabiliza o plutônio para que possa ser armazenado de forma segura.

O processo não só reduz o volume do lixo, como também não requer muitos passos para ser feito, e não produz uma reação violenta. Por causa da facilidade e relativa rapidez do projeto, a equipe acredita que ele possa ser usado eventualmente na limpeza da usina nuclear de Fukushima, danificada pelo terremoto e tsunami que atingiu o Japão na catástrofe de 2011.

Este vidro, se usado pelas grandes usinas nucleares ao redor do mundo, pode ajudar significamente na redução dos mais de duzentos mil metros cúbicos de lixo radioativo gerado todos os anos.

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