Duas névoas vermelhas misteriosas pairaram sobre a Terra em 10 de agosto. Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional tiraram uma foto da primeira quando passaram sobre o Centro-Oeste – ou Illinois ou Missouri. E ontem, o Observatório da Terra da NASA anunciou que uma segunda foi descoberta apenas minutos mais tarde sobre o México.

Essas estrias em forma de água-viva no céu são chamadas de espíritos vermelhos, e eles são considerados fenômenos raros – ou pelo menos evasivo aos olhos humanos. De onde eles vieram?

Espíritos vermelhos foram fotografados pela primeira vez em 1989. Desde então eles foram vistos de várias aeronaves, de ônibus espaciais e da Estação Espacial Internacional, geralmente a cerca de 80 km de altura na atmosfera. No entanto, eles ainda permanecem misteriosos, piscam por apenas frações de segundo, deixando aos cientistas pouco tempo para recolher dados.

Porém, os cientistas têm algumas ideias sobre o que são e como se formam. Não é nenhuma surpresa que os dois avistamentos deste mês coincidiram com trovoadas locais. Acredita-se que os espíritos vermelhos sejam causados por uma forma rara, mas intensa, de raio chamado relâmpago positivo. Enquanto que a maioria dos relâmpagos nuvem-solo tem uma carga elétrica negativa, o relâmpago positivo tem uma carga positiva. Forma-se em menos de 5% dos raios, mas é um soco até 10 vezes mais forte do que um raio negativo.

Esse raio de luz é tão forte que rompe as moléculas na atmosfera em íons, formando uma nuvem de plasma frio que pode ter dezenas de km de diâmetro.

A cor vermelha dos espíritos provavelmente vem daqueles íons esmagados dentro das moléculas no ar. Semelhante à Aurora, as partículas carregadas excitam nitrogênio, hidrogênio e oxigênio. Os gases eventualmente se acalmam e liberam essa energia, algumas delas sob a forma de cores bonitas.