Os neurônios em seu cérebro são primorosamente concebidos para transmitir sinais – até 1 trilhão de bits por segundo, de acordo com algumas estimativas. As células usam neurotransmissores químicos para passar o sinal de uma para o outra. Para tratar distúrbios neurológicos, os cientistas só foram capazes de cortar este sinal com estimulação elétrica ou alterações químicas imprecisas de medicamentos. Agora, uma equipe de pesquisadores suecos desenvolveu um neurônio sintético que é capaz de se comunicar quimicamente com os neurônios orgânicos, o que poderia alterar os caminhos neurais e melhor tratar os distúrbios neurológicos, de acordo com um estudo publicado na revista Biosensors and Bioelectronics.

Os neurônios artificiais funcionam exatamente como os neurônios em seu cérebro agora: eles detectam sinais químicos, transmitindo-os eletricamente de uma extremidade da “célula” para outra, em seguida, liberando neurotransmissores químicos em resposta. Mas os neurônios artificiais são do tamanho de um dedo e feitos de polímeros orgânicos bioeletrônicos. Para testar o seu dispositivo, os pesquisadores colocaram uma extremidade do neurônio artificial numa placa de Petri com produtos químicos que o dispositivo pudesse detectar, em seguida, utilizaram uma máquina para monitorar as alterações elétricas geradas e, então, determinaram a quantidade de sinal químico a ser produzido na outra extremidade.

Os pesquisadores esperam que neurônios artificiais como estes possam ajudar a reparar problemas de transmissão de sinal entre neurônios em cérebros alterados por doença ou trauma. Eles esperam tornar o dispositivo menor, no futuro, de modo que possa ser implantado e testado num cérebro real.