Universo sendo observado à distância.

Curiosidades sobre o universo

Foi feito um documentário especial pelo History Channel sobre os objetos mais raros do Universo, então aqui está um resumo desses fenômenos do Cosmos. Se você souber de algum outro fenômeno que você acha que devemos incluir nesse post, deixe nos comentários.

Nuvens de álcool

Astrônomos britânicos anunciaram a descoberta espaço de uma nuvem de álcool no, de não menos que 463.000 milhões de quilômetros, o que pode ser a chave para explicar como as estrelas gigantes se formam.

A extensa nuvem, que tem a forma de um arco, é composta de álcool etílico, ou etanol, o mesmo tipo de álcool que vai na cerveja.

O fenômeno foi localizado em uma área de nossa galáxia, a Via Láctea, onde atualmente novas estrelas se formam, sob o efeito da força gravitacional de grandes concentrações de gás e poeira, disseram os astrônomos de um observatório da Grã-Bretanha.

O álcool etílico foi detectado pela primeira vez em 2004 em uma das nuvens em forma de disco que se formam em torno das estrelas nascentes.

Sua descoberta gerou um intenso debate entre astrofísicos, que até então argumentavam que o espaço não permitia a formação de moléculas orgânicas complexas. Até agora, cerca de 130 moléculas orgânicas foram identificadas no espaço, fato que reforça os argumentos que defendem que a vida na Terra se originou graças ao espaço.

Planeta X

O Planeta X é um planeta além de Netuno. O “X” refere-se ao desconhecido, não ao algarismo romano 10, uma vez que haviam apenas oito planetas conhecidos no momento antes de definirem o Planeta X como sendo, hipoteticamente, um constituinte do Sistema Solar.

Por causa das irregularidades que a órbita de Netuno apresentou após sua descoberta (em 1846), os astrônomos se voltaram para a busca de um nono planeta no Sistema Solar. Aquele planeta foi chamado Planeta X por Percival Lowell, quando ele começou a procurá-lo em 1905.

A descoberta de um objeto trans netuniano foi anunciada em 13 de março de 1930, no septuagésimo quinto aniversário do nascimento de Percival Lowell. O nome escolhido para o novo planeta era Plutão, o deus homônimo das trevas infernais e dos mortos na mitologia romana. No entanto, os cálculos posteriores mostraram que a massa de Plutão não era suficiente para explicar variações na órbita de Netuno. Desde 2006 ele deixou de ser considerado dentro da categoria de planeta para ser incluído nos planetas anões, assim a pesquisa não foi considerada terminada. Mais recentemente, em 2008, uma equipe japonesa da Universidade de Kobe publicou cálculos que sugeriram a existência de um planeta de até dois terços do tamanho da Terra, orbitando a cerca de 100 UA.

Planetas de pulsar

Foram descobertos exoplanetas em torno de pulsares. Planetas orbitando ao redor e pulsares e não orbitando uma estrela “normal”, é no fundo um mistério importante sobre os planetas de pulsar: como eles podem existir?

De acordo com as teorias de como os planetas são formados e como os pulsares são formados, o assunto parece bastante “incompatível”, o esperado seria detectar planetas em órbita de estrelas jovens e maduras (como no caso do Sol). Mas um Pulsar é o que sobrou de uma estrela que foi quase completamente destruída por uma supernova… e como poderia um planeta sobreviver em torno de uma estrela que fez uma supernova?

A solução pode ser uma das duas, nenhuma comprovada ainda:

  1. O planeta era um objeto que foi capturado pela gravidade do pulsar: “passava por perto” e o enorme campo gravitacional do Pulsar (quase tão grande quanto o de um Buraco Negro) o atraiu e capturou em órbita.
  2. Após a supernova produzida pelo Pulsar, a nebulosa expelida pela estrela em explosão tinha a densidade e as características apropriadas para gerar um ou mais protoplanetas pequenos ao redor do pulsar.

Pulsares

Um pulsar é uma estrela de nêutrons que emite radiação periódica. Os pulsares possuem um campo magnético intenso que induz a emissão de pulsos de radiação eletromagnética em intervalos regulares relacionados ao período de rotação do objeto.

Estrelas de nêutrons podem girar a várias centenas de vezes por segundo; um ponto em sua superfície pode estar se movendo a velocidades de até 70.000 km / s. Na verdade, as estrelas de nêutrons que giram muito rapidamente se expandem sobre seus eixos devido a essa velocidade vertiginosa. O efeito combinado da enorme densidade dessas estrelas com seu campo magnético muito forte (gerado pelos prótons e elétrons da superfície girando em torno do centro em tais velocidades) faz com que as partículas que se aproximam da estrela do lado de fora (como, por exemplo, moléculas de gás ou poeira interestelar), aceleram a velocidades extremas e fazem espirais muito próximas dos polos magnéticos da estrela. Portanto, os polos magnéticos de uma estrela de nêutrons são locais de intensa atividade: emitem “canhões” de radiação.

Magnetares

Um magnetar é uma estrela de nêutrons alimentada por um campo magnético extremamente forte. É uma variedade de pulsares cuja principal característica é a expulsão, em um curto período de tempo (equivalente à duração de um relâmpago), de enormes quantidades de alta energia na forma de raios X e raios gama.

Os raios gama são compostos de fótons pertencentes ao extremo mais energético do espectro eletromagnético, seguidos por raios X e raios ultravioleta. Se os raios X são expulsos pela alta intensidade magnetar então recebem o nome de “pulsar anômalo de raios X”. Se os raios pertencem ao espectro gama de maior intensidade, eles são chamados de “repetidores gama suaves”.

Os raios gama comuns já eram conhecidos na década de 1960. A descoberta destes raios extremamente energéticos no espaço ocorreu durante a guerra fria, quando as duas superpotências, EUA e URSS, espiavam uma à outra tentando controlar seu arsenal nuclear. A fim de verificar o tratado de não-proliferação nuclear, os EUA lançaram uma frota de satélites conhecida como Projeto Vela. Os satélites descobriram rajadas de raios gama no espaço no ano de 1967, e o segredo foi mantido até o ano de 1973.

Neutrinos

Um neutrino é uma partícula de massa zero (ou muito próxima de zero) que não tem carga e não sente a força nuclear forte. Foi proposto por Wolfgang Pauli em 1930 e descoberto em 1956 por Fred Reines e Clyde Cowan. No universo há muitos neutrinos (250 em cada centímetro quadrado do cosmos), mas como eles não sentem a força nuclear forte nem a força eletromagnética, é muito difícil detectá-los. No tempo que você  leva para ler essa frase, milhões de neutrinos penetram no seu corpo à velocidade da luz. Essas partículas podem constituir uma grande parte da matéria escura do universo.

Estes são produzidos em reações nucleares tais como as que se realizam no centro do Sol. A única interação que eles realizam com outras partículas é por meio da interação nuclear fraca, por isso eles “atravessam” a Terra sem grandes problemas.

Estrela de Quarks

O termo estrela de quarks, ou estrela estranha, é usado para denominar um tipo de estrela exótica em que, devido à alta densidade, a matéria existe na forma de quarks inconfinados.

Esse estado da matéria pode ser encontrado em regiões internas de estrelas de nêutrons ou compor a totalidade da estrela. No segundo caso, a matéria não seria mantida unida pela atração gravitacional, mas pela forte interação entre os quarks. Nesse caso, se diz que a estrela é auto conectada.

Embora nenhum objeto observado possa ser associado com estrelas compostas inteiramente de quarks, a existência de quarks desconfinados dentro das estrelas de nêutrons não está descartada, uma vez que a composição da matéria em tais densidades permanece incerta.

Dois candidatos possíveis para serem estrelas de quark foram descobertos: RX J1856.5-3754 e 3C58. Inicialmente eles foram catalogados como estrelas de nêutrons, sugerindo que eram compostos por um material de maior densidade que a matéria degenerada. No entanto, os resultados não foram conclusivos. Recentemente, um terceiro objeto, chamado XTE J1739-285, também foi proposto como sendo um possível candidato.

Asteroide Toutatis

Descoberto por astrônomos franceses em 1989, Toutatis é listado pelo seu tamanho e proximidade à terra, como sendo um objeto NEO (Objeto próximo à Terra) com um caminho orbital “excêntrico”, que leva ao famoso cinturão de asteroides (entre Marte e Júpiter), próximo ao Sol e à órbita terrestre.

O asteroide recebe o nome do deus gaulês da guerra e dos povos e é, dentre todos os asteroides conhecidos que cruzam o caminho da Terra, aquele cujo plano orbital está mais próxima do plano da órbita da Terra e que tem a trajetória mais caótica já documentada, devido às suas frequentes aproximações ao nosso planeta, explica a NASA.

Toutatis, catalogado pela União Astronômica Internacional com o número 4.179 na lista de pequenos corpos do sistema solar, tem um diâmetro de 4,6 quilômetros de comprimento e 2,4 km de largura e leva quase 4 anos para dar uma volta em torno do Sol.

Além disso, ele segue um movimento extravagante, já que tem uma rotação dupla, isto é, gira sobre si mesmo em dois ciclos alternados: um de 5,4 dias e outro de 7,3 dias.

Lua Miranda ou Lua Frankenstein

Miranda é o menor e mais interno dos principais satélites naturais de Urano, e tem um corpo quase esférico de 472 km de diâmetro. Tudo parece indicar que o nascimento do satélite foi extremamente violento, devido à sua extraordinária orografia. A superfície de Miranda é formada principalmente por gelo, sendo seu interior possivelmente formado por rochas de silicato e compostos ricos em metano.

Geologicamente, Miranda tem sido o corpo mais ativo do Sistema Solar. A superfície é atravessada por grandes crateras de até 20 km de profundidade, com regiões de terra rachada indicando uma atividade geológica muito intensa no passado. Acredita-se que esta atividade geológica possa estar relacionada aos efeitos de maré produzidos por Urano. No entanto, é mais aceita a teoria de que no passado Miranda sofreu um forte impacto que estava prestes a destruir a lua. Outra teoria, que agora não é mais considerada válida, diz que no passado Miranda sofreu um forte impacto que a dividiu em pedaços. Com o tempo, os fragmentos se juntaram novamente dando o aspecto de corpo remendado que essa Lua tem atualmente.

Galáxia infravermelha ultra luminosa

Uma Galáxia infravermelha ultra luminosa é um tipo particular de Galáxia que é caracterizada por uma luminosidade muito elevada a região infravermelha do espectro eletromagnético, maior do que 1012 luminosidades solares, ou seja, mais do que 100 vezes a luminosidade infravermelha de uma galáxia normal como a Via Láctea.

Quase todas essas Galáxias mostram sinais de uma interação recente com outra galáxia, ou são o resultado da fusão de duas galáxias. Sua alta luminosidade é devido à presença de um núcleo galáctico ativo, um amontoado de formação estelar, ou ambos. Nessas galáxias, a maior parte da radiação óptica e ultravioleta emitida pelo núcleo galáctico ativo ou estrelas jovens é obscurecida por grandes quantidades de poeira, que se aquece e emite o infravermelho.

Esses objetos foram descobertos pelo IRAS em 1983.

Buracos negros

Um buraco negro é uma região finita do espaço-tempo gerada por uma grande concentração de massa em seu interior, com um enorme aumento na sua densidade, que causa um campo gravitacional tal qual nenhuma partícula material, nem mesmo fótons de luz, podem escapar dessa região.

De acordo com sua massa, teoricamente, pode haver pelo menos três tipos de buracos negros:

  1. Buracos negros supermassivos: com massas de vários milhões de massas solares. Eles estariam no coração de muitas galáxias. Eles são formados pelo mesmo processo que dá origem aos componentes esféricos das galáxias.
  2. Buracos negros de massa estelar: formados quando uma estrela de massa 2,5 maior que a massa do Sol se torna uma supernova e implode. Seu núcleo está concentrado em um volume muito pequeno que está diminuindo cada vez mais.
  3. Micro buracos negros: eles são objetos hipotéticos, um pouco menores que as estrelas. Podem evaporar em um período relativamente curto facilmente pela emissão da radiação de Hawking se eles forem pequenos o suficiente.

Quasar

Palavra derivada da frase Quasi Stellar Object (objeto quase estelar) criada em 1963 para definir uma nova classe de objetos celestes descobertos no curso de observações conjuntas da astronomia ótica e radioastronômicas.

Estes são corpos celestes que têm uma aparência estelar e que, no telescópio, aparecem como estrelas fracas; no entanto, quando observados com o radiotelescópio, mostram uma emissão energética tão intensa que pode ser comparada com a de uma galáxia inteira.

Os quasares também mostram uma mudança de raios espectrais para o vermelho tão forte que, se este fenômeno fosse interpretado em termos de expansão do Universo, eles teriam velocidade próxima à da luz e se localizariam nos confins do Universo, a bilhões de anos-luz de distância de nós.

O primeiro quasar foi descoberto pelo astrônomo Maarten Schmidt do Observatório Monte Palomar (Califórnia) em 1963. Ele encontrou uma pequena estrela cuja posição coincidiu com a de uma grande fonte de um tipo de onda de rádio galáctica. O espectro desta estrela foi no entanto muito especial: na verdade, mostrou um desvio para o vermelho muito alto.

Alguns quasares, oticamente visíveis, mostram, se fotografados com longas exposições, um envelope de gás ao redor do objeto central.

Matéria escura

Se denomina matéria escura a matéria hipotética de composição desconhecida que não emite ou reflete radiação eletromagnética o suficiente para ser observada diretamente com os meios técnicos atuais, mas cuja existência pode ser inferida a partir dos efeitos gravitacionais que ela causa na matéria visível, tal como as estrelas ou as galáxias. Não confunda matéria escura com energia escura. De acordo com as observações atuais de estruturas maiores que uma galáxia, assim como a cosmologia do Big Bang, a matéria escura constitui a grande maioria da massa no universo observável.

A composição da matéria escura é desconhecida, mas pode incluir neutrinos ordinários e pesados, partículas elementares recentemente postuladas como WIMPs e axions, corpos astronômicos como as estrelas anãs e planetas, e nuvens de gases não-luminosos. Os testes atuais favorecem modelos nos quais o componente primário da matéria escura são as novas partículas elementares coletivamente chamadas de matéria escura não-bariônica.

Energia escura

A energia escura é uma forma hipotética de matéria que estaria presente em todo o espaço, produzindo uma pressão negativa que tende a aumentar a aceleração da expansão do Universo, resultando em uma força gravitacional repulsiva. Assumir que a existência da energia escura é a maneira mais popular de explicar observações recentes nas quais o Universo parece estar se expandindo com uma taxa de aceleração positiva. No modelo padrão de cosmologia, a energia escura atualmente contribui com quase três quartos da massa total de energia do Universo.

A consequência mais direta da existência da energia escura e da aceleração do Universo é que ela é mais antiga do que se pensava anteriormente. Se a idade do Universo é calculada com base nos dados atuais da constante de Hubble (71 ± 4 (km / s) / Mp), obtém-se uma idade de 10.000 milhões de anos, menor que a idade das estrelas mais velhas que é possível observar nos aglomerados globulares, o que cria um paradoxo intransponível. Os cosmólogos estimam que a aceleração começou há cerca de 9 bilhões de anos. Antes disso, pensava-se que a expansão estava diminuindo, devido à influência atrativa da matéria escura e dos bárions. A densidade da matéria escura em um Universo em expansão desaparece mais rapidamente que a energia escura. Especificamente, quando o volume do Universo dobra, a densidade da matéria escura é reduzida pela metade, mas a densidade da energia escura quase permanece inalterada (exatamente constante no caso de uma constante cosmológica). Levando em conta a energia escura, a idade do Universo é de cerca de 13.700 milhões de anos (de acordo com dados do satélite WMAP em 2003), que resolve o paradoxo da idade das estrelas mais antigas.

Autor: João Santos

Autor convidado para postar conteúdos no site Seu Curioso.

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